ederação destaca avanços conquistados e a necessidade de ampliar direitos das bancárias
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, em reconhecimento à luta histórica das mulheres por direitos e melhores condições de trabalho. A data tem origem em mobilizações operárias, como os protestos de trabalhadoras têxteis nos Estados Unidos, em 1857, e a greve das operárias russas em 1917, que marcou o início da Revolução Russa.
No Brasil, a organização das trabalhadoras bancárias teve papel fundamental na conquista de avanços trabalhistas e sociais, transformando o 8 de março não apenas em um marco de reivindicações, mas também de defesa e ampliação de direitos. O movimento sindical reforça que a luta pela igualdade de oportunidades, pelo fim da violência de gênero e pela proteção dos direitos conquistados deve seguir como prioridade.
Conquistas das bancárias
Entre as principais vitórias da categoria nas últimas décadas, estão:
- 2002 – Inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de cláusulas sobre igualdade de oportunidades.
- 2009 – Licença-maternidade de 180 dias.
- 2010 – Inclusão de cláusula de combate ao assédio moral.
- 2020 – Criação de canal de denúncia de violência contra mulheres.
- 2022 – Programa de combate ao assédio sexual.
- 2024 – Conquista de mais de 3 mil bolsas de estudo para mulheres na área de TI e criação da “Negociação Nacional sobre Assédio Moral, Sexual e Outras Formas de Violência no Trabalho Bancário”, resultando em novas cláusulas na CCT para enfrentar esses temas.
Luta por igualdade no setor bancário
A mobilização sindical garantiu avanços que impactam não apenas as bancárias, mas toda a sociedade, reposicionando a mulher no mercado de trabalho. No entanto, a desigualdade ainda persiste. Mulheres ainda ganham, em média, 20% a menos que os homens e enfrentam dificuldades para alcançar cargos de liderança.
A Feeb SP/MS reforça a necessidade de ampliar o debate sobre igualdade salarial, ascensão profissional, redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial, combate ao racismo e à discriminação, defesa da democracia e proteção à saúde da mulher.
Combate à violência contra a mulher
Além das pautas trabalhistas, a luta das bancárias inclui o enfrentamento à violência doméstica e ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.
Em 2019, o movimento sindical lançou o projeto “Basta! Não irão nos calar!”, que oferece atendimento jurídico humanizado para mulheres em situação de violência doméstica. Atualmente, o programa é realizado por 14 sindicatos em 532 cidades e segue em expansão.
Já em 2023, foi criado o Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres nos Bancos, uma conquista das trabalhadoras, que pressionaram o setor bancário a adotar medidas concretas para garantir um ambiente mais seguro.
Na última renovação da CCT, em 2024, foi incluído um capítulo exclusivo sobre combate ao assédio e outras formas de violência no trabalho bancário, reforçando o compromisso com a proteção das trabalhadoras.
Uma homenagem à força das mulheres
A Feeb SP/MS parabeniza todas as mulheres, em especial as bancárias e as que atuam no movimento sindical, que são a voz de milhares de trabalhadoras nas mesas de negociação.
“As conquistas das bancárias são fruto da mobilização e da luta sindical. Mas ainda há muito a ser feito. Nossa missão é garantir que os direitos das mulheres avancem cada vez mais, dentro e fora dos bancos”, destaca David Zaia, presidente da Feeb SP/MS.